sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Fases do Desenvolvimento da Criança

Obrigada meninas, já com algumas respostas pude refletir e tenho certeza de que a escola sabe o melhor rumo para o desenvolvimento da criança!

Fui pesquisando e relembrando uma aula em especial sobre o desenvolvimento educacional infantil, de acordo com Piaget e quero deixar aqui para compartilhar com todas as outras mamães que colocarão seus pequenos próximo ano na escola e para que entendamos melhor esse mundo dos pequenos, entender suas fases e reconhecê-las; sabe aquela hora que seu filhote repete 500 vezes a meesma coisa? ou então que fala sozinho? Pois então.

Piaget entende que a construção da inteligência e do raciocínio dá-se por etapas sucessivas, cada qual com suas complexidades e respeito ao tempo de cada idade. De acordo com sua teoria construtivista, o conhecimento ocorre a partir da interação do sujeito com o meio, de sua ação e levantamento de hipóteses, estimulando questionamentos, novas ideias e o verdadeiro saber; aquele que se concretiza as teorias com a prática.
Ele denominou as fases infantis de aprendizagem de "estádios do desenvolvimento cognitivo".(sim, estádio e não estágio; é o estado no qual o indivíduo se encontra).

Vou tentar resumir e dar ênfase nas duas primeiras fases, cuja maioria das crianças aqui, encontra-se; E você vai dizer: "nossa! parece que tô vendo meu filhote!"

Segundo Piaget, os estádios do desenvolvimento cognitivo são:
- Estádio sensório-motor (0-2 anos)
- Estádio pré-operatório (2 a 6 anos)
- Estádio operatório (7 a 11 anos)
- Estádio Operatório Formal (12 a 15 anos)

Estádio Sensório-motor

O bebê nasce com ações próprias e automáticas que formam esquemas simples e funcionais de maneira circular e repetitiva (pegar, olhar, bater, sugar). Durante os dois primeiros anos, essas ações vão ficando mais complexas, desenvolvendo  comportamentos voluntários e conscientes, de acordo com suas necessidades e observações. Piaget acredita que é a apartir dessas observações e ações em conjunto, que a inteligência nasce. O pedagogo nesse período tem fundamental participação em ter o cuidado de observar e criar situações problemas que ajudem ao bebê a sair da acomodação e ter ideias de desenvolvimento de susa próprias ações.

Uma criança de um ano, um ano e meio por exemplo, testa suas habilidades através de repetições de suas ações; deixa cair um brinquedo várias vezes e reconhece aquela ação, e cada vez que o objeto cair, ela vai aprimorando sua capacidade de pegá-lo, gerando novas formas de fazê-lo; e cada vez é um sucesso. É o estádio sensório-motor; passagem da ação para a representação mental e o aparecimento da linguagem.

Estádio pré-operatório ( 2 a 6 anos)

É o período que marca a passagem do sensório-motor para a inteligência representativa. Essa fase é representada por diversas características marcantes:

* Pensamento Egocêntrico:
a criança parte do seu "eu" para julgar a realidade dos outros, sem se procupar com a verdade dos fatos; utilizza seu ponto de vista, sua lógica e não enxerga o ponto de vista do outro; Um exemplo é de como 'é difícil explicar pra criança que não podemos brincar aquela hora pois estamos cansados; ela quer brincar tal hora e não aceita um não porque ela não está cansada e quer brincar, impondo seu desejo como o único.
Por isso é tão comum ver uma criança nessa fase, falar sozinha durante uma brincadeira; ela na verdade está "pensando alto", e quando nós perguntamos algo sobre oque ela falou, ela não entende, pois pra ela, aquilo falado é só dela, faz parte de sua própria linguagem mental.

* Pensamento Transdutivo:
Não estabelece relações entre eventos de maneira lógica; por exemplo: você dá a uma criança uma bola grande de massa de modelar e uma outra massa de mesma quantidade, você faz uma cobra bem grande; ela entende que a cobra tem muito mais massa do que a bola que ficou "menor"que a cobra.

* Sincretismo:
Faz generalizações indevidas; fala "eu comi, eu bebi, eu fazi"; exemplo: "não come a fruta porque está verde!"e ela não come frutas da cor verde...

* Centração:
Pensamento centralizado; inflexível; não consegue levar em consideração várias relações ao mesmo tempo; exemplo:  a criança não entende seu pai pode ser seu pai e ao mesmo tempo filho do pai dele...

* Pensamento animista:
atribui vida aos seres inanimados. ex.: bater na mesa porque machucou o pé nela; a cadeira está chorando etc. Por isso o mundo da fantasia e histórias deslumbrantes fazem tanto bem à imaginação, eles sentem-se em casa.

* Relacionamento Social:
desligamento a família em direção a um interesse maior em crianças da mesma idade.

O interessante na sociabilidade dessa fase, é que as crianças brincam juntas, porém, cada qual com sua interpretação, sem que haja uma interação numa mesma linha de raciocínio da brincadeira. A criança sente dificuldade em considerar a perspectiva do outro; está centrada em si. Elas estão juntas, brincando, mas não há diálogo em conjunto. A imitação também faz parte dessa fase, onde a criança é atraída por pessoas e situações, e as repete tendo-as como modelos.A disputa por brinquedos, o ciúme, a tirania, também são típicos dessa idade, justamente por caracterizar situações egocêntricas, cabe aos responsáveis, moderar e saber guiar sem prejudicar sua aprendizagem e para que não torne aspectos de suas personalidade.

Espero que tenham gostado!! Depois venho mais, na verdade isso faz parte de um trabalho que estou fazendo pra facul.

Beijocas!!!!!!!!!!!

6 comentários:

José María Souza Costa disse...

Muito bom o seu blog. Interessante. Estou lhe convidando a visitar o meu blog, e se possivel seguirmos juntos por eles. Estarei grato esperando por vc, lá
Abraços

Lu disse...

Ei amiga, cadê o resto da conversa? Quero saber o que acontece na fase que vai dos 12 aos 15.
Um taxista inglês que tem três filhos me falou que lá no país dele eles chamam a fase dos 2 anos de "os terríveis dois anos". Pra mim a conversa é outra, a de dois não me tira tanto do sério. Já a aborrecente...outra conversa...
Bjs
Saudades de ti mãe Juliana..hahaha e filha Clara

Priscila Sant'Anna: disse...

Jú!

Muito legal o post sobre as etapas de desevolvimento. Eu adoro esse assunto e quando fiz o magistério estudei muito psicologia infantil (um projeto meu para o futuro é retomar esses estudos).
Lí também seu post anterior Jú, e te digo que essa questão é delicada mesmo. A gente fica na dúvida de colocar as meninas e depois fazê-las repetir todos os mesmos aprendizados.
A despeito das etapas de desenvolvimento e tudo mais, sou da opinião de fazer uma experiência e ver como a Clara se sente. Vou fazer isso com a Bia. Aliás, a gente meio que tá pensando as mesmas coisas. Tenho que escrever algo sobre isso nos próximos dias. Mas voltando, acho assim que se as meninas ficarem realizadas, se sentirem acolhidas e felizes pouco importa se elas repetirão algumas atividades, entende? O que tu acha?
Beijos
Pri&Bia

Juliana disse...

Ótimo texto, Ju!
Adoro essas suas aulas! Sempre nos ensinam muito sobre o desenvolvimento de nossos pequenos!
Bjos!
Juliana Almeida
(www.blogdabebel.com.br)

Pinguinho da Mamãe disse...

Juuuu.
Ótimo post.
Adorei.
Nós, educadoras, temos sempre que lembrar destas fases de desenvolvimento...
Adorei.
Bjs
Ju

Marina* disse...

Oi Ju, vi que voce está fazendo um amigo secreto muito bacana, posso participar?
Beijos !