quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Inteligências Emocionais

O chamado QE, inteligência emocional, pode ser mais importante do que se imagina. A facilidade com que alguém se relaciona com as pessoas, de como lida com seus sentimentos e com os dos outros é uma qualidade altíssima. São chamadas de pessoas com inteligência emocional aguçada.
Nós temos na base do nosso cérebro, um lugar chamado Amígdala, é, o nome é igual aquele negocinho da garganta, que inflama bastante, mas é bem diferente como órgão funcional. É lá que se armazenam as emoções e sentimentos e cada um de nós, responde a eses estímulos emocionais de uma forma; alguns mais outros menos.

Essa capacidade de lidar com as emoções nos faz rever nossos conceitos de inteligência; de genialidade.
Existem 5 áreas, segundo o psicólogo e Daniel Goleman, para identificar pessoas com alto nível de QE:

- Autoconhecimento emocional (reconhecer um sentimento no momento em que ele acontece)
- Controle emocional ( ter a habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para cada situação)
- Automotivação (Dirigir emoções a serviço de um objetivo é de extrema importância para se manter caminhando sempre em busca)
- Reconhecimento de emoções em outras pessoas;
- Habilidade em relacionamentos interpessoais.

Eu parei pra pensar em como esse tipo de inteligência é pouco desenvolvida e reprimida seja nas escolas seja em casa. Não há muito espaço para explorar, discutir e desenvolver nossas emoções, porque não há muitos preparadores emocionais. Nós não somos criados para lidar com nossas emoções tampouco com as de outras pessoas; apenas entramos numa escola para tirar notas boas, encher a mala de informações, passar de ano e conseguir es formar. Essa é a meta das famílias. E esquecemos que somos pura emoção. Não saber lidar com os sentimentos implica em ser impulsivos, covardes, reprimidos e sem poder de argumentação. Porque não começar a desenvolver isso em casa? Nas escolas?

Para pais e professores que buscam ser preparadores emocionais, Goleman dá umas dicas:

-  Perceber as emoções das crianças e as suas próprias;
-  Reconhecer a emoção como uma oportunidade de intimidade e orientação;
-  Ouvir com empatia, respeito e honestidade os sentimentos das crianças;
-  Ajudar as crianças a verbalizar e exteriorizar as emoções;
-  Impor limites e ajudar a criança a encontrar soluções para seus problemas.

Cabe a escola, além de investir esforços em medir conhecimentos, investir também na aprendizagem e na forma como os professores podem auxiliar no desenvolvimento das hailidades emocionais dos alunos; identificar e promover talentos; enfatizar criatividades e desenvolvê-las.


Portanto, apesar da escola ter o papel do ensino de conhecimentos gerais, nós não devemos deixar de lado que as crianças possuem emoções, sentimentos e que devem ser desenvolvidos e discutidos. O simplesmente"Porque não" ou "porque é assim"devem ser deixados de lado; estamos lidando com pessoas que precisam de respostas e explicações, ou então serão cópias dos outros.

5 comentários:

Micheli disse...

Oi, Ju. Esse é um tema muito importante mesmo. Tem pessoas muito inteligentes, porém, com uma IE não não boa e que, por conta disso, não conseguem ir tão longe quanto poderiam...
Sobre seu comentário, não, o pai não está o tempo todo em casa, Ju. Ele está mais à noite e nos fins de semana (mas às vezes tb trabalha nesses horários). Então vê ele bem menos que eu, claro. Eu sempre brinquei muito com ela, vi desenhos, cantei, dancei, ensinei, enfim, além de tudo o mais. No caso do meu marido, o que tem me doído é que é algo recente, para mim é novidade e, principalmente, o que mais me dói é ela falar que não quer que eu faça, ajude, brinque, quer o pai. Hoje eu imprimi um desenho para pintarmos juntas e ela até jogou tudo no chão de raiva, porque queria que o pai pintasse com ela e não eu. Imagine a dor no meu coração ouvindo e vendo isso.
Eu cresci sem mãe e meu pai foi uma pessoa muito distante, apesar de morarmos juntos e tal. Não conversa, não abraça. Então eu achava que ter mãe era a melhor coisa para uma criança. Talvez por isso me doa tanto ver que para ela em alguns momentos o pai possa ser mais legal. Dói, né, ainda mais nesses dias que estou até dormindo pouco para preparar um aniversário para ela que, se dependesse dele, não teria, porque acha que tudo é frescura e "protocolo" (o que eu discordo redondamente). Hj ainda ele disse que não vê a hora de passar esse aniversário de uma vez.
Eu achava que esse sentimento de desvalorização viria só na adolescência... Obrigada pelo carinho. Bjs.

Paty Fortunato disse...

Adorei a materia.
Quando uma pessoa se conhece e aprende a conhecer as suas emoções, lidando com elas de forma saudável e fluida, quando aprende a relaxar contornando factores de stress, quando aprende a mandar no seu corpo e a gerir o seu desempenho de forma a ser mais proficiente, atinge-se um bem-estar que permite viver a vida integralmente e com ótimos resultados.

Beijocas!

Miguel...Presente de Deus disse...

Ju eu adorei essa matéria.Aliás cada matéria que vc posta eu aprendo mais um pouco.
Adoro passar por aqui.
Parabéns

Beijocas

Carla e Miguel

Cida Kuntze disse...

Oi Jú!
Muito boa a matéria, faz um tempo que estou fora do meio pedagógico e ler textos assim me faz lembrar de muitas coisas que aprendi e li.
Realmente, a inteligência tem sido pouco aproveitada, devido aos conceitos de inteligência já definidos, mas as coisas vão mudando.
Um grande beijo.

Aline e Júlia disse...

a inteligencia emocional é bem importante pouco explorada e quase não é percebida por professores que em sala só se preocupam com os conteúdos.. mas precisamos mudar isso e passar a cultiva-la me casa que ai começam as mudanças.

bjus.