terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Um Pouco de "Ser Mãe"


Olá!!!!


Há tempo que quero escrever sobre a diferença de sentimentos e momentos de como me sinto hoje como mãe, e como eu era antes de pensar em ter um bebê.

É engraçado e mágico como mudamos com a chegada de um filho; talvez isso não se reflita no caso dos pais, aliás, não é a mesma coisa, vocês papais que me desculpem! Mas ser mãe foge de todas as regras já escritas, foge da rotina que tínhamos e nos coloca ao avesso para testar nossa capacidade de amar incondicionalmente alguém que você nem conhece.

Quando você mulher olha o teste de gravidez e percebe que está grávida, parece uma cena de desenho animado; foguetões explodem, sininhos tocam, você fica com um sorriso maior que seu rosto. É incrível como já nos sentimos acompanhadas por uma "pessoinha". E coitado daquele que falar que seu bebê ainda é um embrião minúsculo sem vida!!! Começamos a alisar a barriga que parece que cresce a cada dia, já olhamos pras roupas maiores, já sentimos fortes desejos, fortes inseguranças também. Ao lado dessa linha cor de rosa mágica nasce uma escura paralela, atormentando nosso humor, oscilando nossos momentos trazendo muitas lágrimas sem sentido. Mas só a gente pode dizer que é sem sentido porque se alguém se atrever a dizer que é frescura, choro besta sem motivo, aí vem mais choro, mais tristeza. Mas passa e logo virão sorrisos. Vai entender mulher grávida! Se mulher é bicho complicado com TPM que alguns hormônios estão loucos, imagina uma grávida com muitos e muitos desses hormônios estressados!!!! Mas isso é outra coisa que só diz respeito a nós mulheres. Nós nos entendemos bem; pelo menos a maioria!

Eu me senti mãe desde o primeiro instante que soube que estava grávida. Agarrei meu bebê com uma certa posse que só as mães sabem como é. Pra mim, foi uma fase gostosa, divertida, cheias de descobertas, intensa e muito interessante. Horas estava tranquila mas bastavam minutos para chorar que nem uma louca! Um dia estava bem, super ativa e cheia de vontade de passear, no outro já estava morta de preguiça, parecia que tinha passado por debaixo de um caminhão!
Pés inchados, mãos iguais a um sapo, rosto de bolacha Maria e nariz de batatinha. Sem falar do corpo de ovo de páscoa, andar de pato e seios de fazer inveja a Pamela Anderson.
As preocupações mudam. Antes eram horários de aulas, coisas de trabalho, planos pro feriado e fim de semana. Transformaram-se em: qual tipo de parto; manuais e guias de como ser mãe, como evitar depressão, como emagrecer... Depois do parto ainda transformaram-se em: como combater as cólicas, como ajudar a dormir, como dar banho...São tantas as transformações vividas!!!!! E não vão parar por aí. Depois vem escola, faculdade, amizades, saídas, passeios, namoros...
Nossos planos de mulher são levados pelo sentimento de mãe que já nasce com a gente. Sempre preocupadas com o outro, sempre com espaço a mais no coração imenso. A gente tira do nosso pra dar pra "eles" mesmo sem nenhum reconhecimento, mesmo sem nenhum "obrigado". É
ser mãe.

Me peguei pensando esses dias absurdos tais como: " Se entrasse um ladrão aqui em casa, iria me trancar com Clara no banheiro para que o ladrão não a veja."; " Numa briga de trânsito? Teria que ficar quieta pra protegê-la de um louco"...coisas que pra alguns podem parecer esquisitas e sem sentido, mas pra mim, é o resultado de pensar nela primeiro em qualquer situação que eu possa passar.


Minha família agora é cheia de vida, de alegrias, de descobertas. Amo minha vida, amo meus dois novos amores, espero que dure minha vida inteira e quem sabe nos encontremos mais tarde de novo. Eu hoje estou mais madura, mais segura, estou me impondo mais. Sou parte da vida de alguém indefeso que depende completamente de mim. Hoje não falo mais que existe só o lado cor de rosa de ser mãe pois tem dias que minha paciência vai na lua dá uma volta por lá, passa pelo sol e depois volta. Tem dias que tenho vontade de sair correndo de louca e tem dias que choro porque ela chora também. Mas tudo isso não chega a 1% do meu sentimento imenso por ela, do meu amor, de toda a minha alegria que ela me dá quando sorri pra mim, quando estica os braçinhos me chamando, quando só pára de chorar no meu colo ou quando me faz carinho do jeito dela. Estou mais realista, mais mulher. Ela me completou de uma forma incomum.

Amo você minha filha, minha vida, minha boneca! Vai chegar um dia que você vai me achar chata, vai ter raiva de mim, vai querer fugir de casa ou esconder seu boletim com medo; mas sei que assim como amor de mãe, o amor dos filhos nunca morre nem adormece; simplemente se renova com pequenos abraços, pequenas frases, pequenos gestos de desculpas.

E essa foi uma pequena explicação do que estou sentindo no momento; no meu momento de ser mãe.

Beijos!!!!

3 comentários:

Sofia,Pedro e Joana disse...

Que texto lindo, adorei, transmite muito da essência do que é ser Mãe!
Beijinhos,Sofia,Pedro e Joana

Renata disse...

Oi Jú

Legal seu novo blog...

Eu também me pego elaborando situações mil e pensando como eu reagiria para proteger a Helena. Acho que é natural pois sempre só pensamos em nós.

Brinco com o Marlon que toda a coragem que eu tinha (porque eu era bem tinhosa - hehehehehe) ficou na sala de parto. Agora engulo muita coisa por pensar que a situação pode ficar perigosa para ela.

Beijaum

Alessandra disse...

Oi Ju, eu não sei extamente o que é esse amor ainda, sei o que é o amor de filha a mãe,mas pelo que ouço de minha mãe e das mães em geral, esse é o amor mais bonito que Deus pode dar ao ser humano. Grande bj.