domingo, 1 de março de 2015

Respeito aos Romeos de Cada Dia

A capa da edição desse mês da revista Nova Escola me fez voltar a blogar depois de muito tempo. Chamou minha atenção pelo tema. Não, não é literalmente pelo menino vestido de princesa, mas pelo respeito que a gente deve a ele, e a muita gente. Precisamos discutir mais sobre outros Romeos, sobre nossas concepções de certo e errado, sobre nossa alienação em convenções sociais e muitas vezes religiosas, se bem que tenho minhas dúvidas de que quando teorias religiosas se intrometem em assuntos polêmicos, é muitas vezes, uma resposta pronta que buscamos como desculpa pra nossas próprias teorias pessoais, por isso as interpretações religiosas variam muito.

Romeo é um menino de 5 anos que gosta de se vestir de fantasias diversas "são fofas, bonitas e tem brilho" (não deveríamos nos interessar por quais são, fantasias são fantasias e não nos cabe o direito de saber por quê), mas foi impedido de usá-las na escola por "fugir de convenções socialmente aceitas". Foi proibido de frequentar até que " se vestisse de acordo com seu gênero".

O que é se vestir de acordo com seu gênero? Qual o problema de um menino achar bonito vestidos e princesa? O que a escola tem com isso? Em que prejudica o ensino? Qual a parte da aprendizagem que uma fantasia atrapalha? Se ele estivesse vestido de morte, ajudaria? Uma fantasia de jogador de futebol o torna mais inteligente ou mais menino ou mais humano?
Primeiro absurdo:
A escola proibir. As instituições de ensino não devem excluir e sim incluir, inserindo as crianças no mundo em qualquer que seja o contexto social, hoje as concepções de sociedade, família e seguimentos de vida estão amplos e diversificados. Deve agir com profissionalismo em dar a TODAS AS CRIANÇAS o direito de estudar IGUALMENTE.
Segundo absurdo: Isso é respeito ao ser humano, é respeito em saber que ninguém tem o direito de interferir nos limites pessoais de ninguém. " Ah, mas temos que engolir e aceitar isso??" Não. Nós não temos que engolir nem aceitar, justamente porque não nos cabe esse direito. O que é certo? O que é errado? O certo é você respeitar, não precisa aceitar, porque simplesmente não há o que aceitar já que não lhe diz respeito. O errado é você achar que o que você acredita e coloca como estilo de vida é o que todos devem fazer também.
Para ficar mais claro; para os não-cristãos, o direito à escola é para todos, independente de orientações sexuais, cor, raça ou religião, para os cristãos além de tudo disso, está na bíblia "Deixai vir a mim as criancinhas." Todas, Sem exceção. Sem fantasia ou com fantasia. Amarela, preta, branca ou rosa. Aos olhos de Deus somos todos iguais, em todos os sentidos. Assim como para Ele, o conceito de família é uma instituição composta por pessoas que se amam, se respeitam e que fazem dos filhos pessoas de bom caráter e bom coração. A questão de ser formada por homem e mulher  ou não, cabe a nós a interpretação(levando em conta quem interpretou, escreveu e época na qual foi escrita, com suas censuras e tudo mais.) portanto, é OPINIÃO e não imposição. E opinião...cada um tem a sua e ponto.
"A escola que deve abraçar as diferenças, pode ser o que mais oprime" disse Iana, uma ativista de 18 anos na entrevista.
Já percebi que muitas vezes a questão é "como explicar para os meus filhos" situações não-convencionais, já que acham que tem que ser só "é certo ou errado". Simples: respeite o espaço do seu colega em ser quem ele é. Sem explicações, sem complicações, porque nós adultos é que complicamos tudo, tenham certeza. Aos olhos de uma criança todos nós somos iguais, temos os mesmos direitos e o espaço é de todos.

Somente os tempos mudaram, nós continuamos os mesmos. A homossexualidade existe desde que o homem é homem. Os moradores na Grécia Antiga se relacionavam com pessoas do mesmo sexo, mas na idade Média os que o faziam morriam na fogueira. Hoje não há fogo, mas há outros tipos de violência.
Nossos conceitos não mudam porque existem regras a serem seguidas mais fortes do que o conceito de liberdade. Meninos não choram, meninas gostam de rosa e meninos de azul, meninos sentam de perna aberta, cospem e se coçam, meninas devem ser delicadas sempre. São conceitos passados de pai para filho, estão inseridos no nosso ambiente diário. Não que devemos fazer tudo ao contrário nem obrigar sua filha a andar vestida de azul e verde, mas questionar esses conceitos e educar nossos modos de ensinar e educar para a vida, levando em conta o que eles querem e o que eles podem construir sozinhos. E isso é bem mais complexo e difícil do que pensamos. O mundo hoje grita por respeito, por liberdade de ir e vir, grita por bondade e amor ao próximo, e quando ensinamos nossos filhos a viverem de acordo com determinadas regras, eles automaticamente excluem as outras possibilidades, excluindo também as pessoas que não vivem de acordo com o que lhe foi ensinado.
Poucas coisas são extremamente erradas e que degradam o ser humano, como as drogas e a violência. E a violência inclui suas diversas formas, como por exemplo a discriminação e a exclusão de alguém pela sociedade por formas não convencionais de viver. Exclusão no supermercado, num jogo de futebol, num shopping, no hospital, no parque, na escola, enfim, exclui uma vida social de pessoas que não são iguais a você.
É certo uma família convencional, formada por pai, mãe e filhos ser mais respeitada do que uma família de apenas uma mãe e filhos ou mãe, mãe e filhos ou pai, pai e filhos? Qual o direito que se tem sobre eles? O que torna a primeira mais especial  que as demais? Quais bases teóricas solidificam esses direitos? Religiosos? E para os não-religiosos? Cadê o direito e o respeito à individualidade e à escolha de cada um?
Então concordam também que se a primeira família tiver a violência doméstica como estilo de vida, que se a mãe deles apanhar do marido e bater nas crianças, educá-los afirmando que é certo espancar as pessoas, eles continuam sendo melhores do que as outras famílias que num exemplo, vivem em harmonia e ensinam seus filhos a ser pessoas de bem?
O ser humano gosta de aparências, gosta de convenções sociais, eles precisam de grupos e de teorias para se firmarem como cidadãos pensantes. Esse é o problema. Desde a escola aprendemos que o que o professora fala é o certo e não devemos discutir, afinal, está no livro, aquele que a escola ganhou alguma coisa para comprá-lo. E em casa também, "vamos apoiar o fulano de tal na política porque ele dá alguma coisa pra gente". E que "a gente precisa frequentar a clínica tal porque lá a gente passa na frente das pessoas porque conhecemos o médico", também "podemos burlar leis de trânsito porque meu pai tem uma boa posição no Estado". Essas são algumas das  pequenas corrupções que são transferidas de pai pra filho, são pequenas violências que nosso caráter sofre ao longo de anos e ninguém se dá conta e que corrompem nosso mundo, nossa liberdade e nosso respeito ao nosso próprio ego.

A escola precisa preparar seus profissionais para lidar com todos os tipos de grupos sociais, pois eles fazem parte de um grande e único grupo com os mesmos direitos que é o de ser Humano. Grupos feministas, machistas etc...só servem para separar os nossos direitos como um todo, para apontar o dedo no outro e jogar os erros sobre seus acertos. E o que mais precisamos é entender que nós  somos iguais, temos o mesmo direito a tudo e devemos respeito ao próximo, Simples assim. Sem ideologias, sem teorias, apenas respeitar o espaço do outro. A felicidade das pessoas está nos bons momentos, de paz, de harmonia e de boas recordações, não temos direito de tirar a liberdade de fazer tudo isso de ninguém. Como disse a mãe de Romeo, se, se vestir de princesa faz meu filho feliz, não me importo, ele está feliz. Isso serve para grupos maternos em que é proibido para as crianças, viver no mundo de princesas, pois elas estimulam a futilidade, a divisão de homem/mulher e um monte de outras baboseiras. Criança é criança, contos de fadas e mundos encantados fazem parte da infância e é uma violência privá-las disso ou de qualquer forma de brincadeira saudável. O que nós vemos não é igual aos olhos delas, elas enxergam mais simples e mais natural, talvez Romeo um dia descubra que não é mais interessante nem legal fantasiar-se de princesa, talvez não. Deixem que ele se descubra, deixem que ele faça suas escolhas, isso não vai machucar ninguém.

As pequenas coisas boas da vida são feitas nos momentos que nós nos sentimos vivos e bem, e se sentir vivo faz parte de estar inserido num grande grupo familiar, nosso grupo de seres que pensam, raciocinam e tem a capacidade de educar. O único grupo que deve existir nessa espécie.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Inteligências Emocionais

Dias desses estava conversando com marido sobre o futuro das crianças. Ele como um pai incrível e preocupado com o futuro cada vez mais competitivo e afunilado, onde o melhor não basta ser o melhor, ele precisa ser único no que faz, disse que daria todas as alternativas e chances para fazer dos nossos meninos grandes profissionais, com línguas fluentes, com viagens, com diversos caminhos para serem trilhados, opções de vida.
Mas antes de tudo isso, antes de línguas, antes de conhecer o mundo, antes de ser o melhor na escola, antes de fazer aulas extras ainda na fase infantil, existem coisinhas quase que adormecidas nos dias de hoje: a segurança e o respeito. Uma criança segura, feliz, será um adulto determinado, com grandes convicções, com certezas incertas, aquelas que são capazes de mudança para melhor. O respeito pelo outro, pela vida, pelas pessoas, pelas chances.
Se essas coisinhas básicas não estiverem em harmonia, não adiantarão as aulas de inglês, de espanhol, matemática... Não adiantarão viagens pelo mundo...terão sido apenas tentativas frustradas de um futuro que não pudemos ter e que nem eles terão.
Criança segura é adulto seguro e realizado.
Diplomas são papéis... acreditem, o maior tesouro na vida de uma pessoa é o seu caráter. E isso só se pode fazer e construir enquanto crianças, depois...o mundo ensinará.
Cuidemos de nossos tesourinhos, façamos de tudo para responder suas perguntas tão básicas e simples, mas que terão um grande impacto na vida deles futuramente, serão pessoas com opiniões, pessoas que sabem lidar com questionamentos e dificilmente serão controladas pelo mundo.
Criança é ser criança, é brincar, se sujar, descobrir, errar muito e aprender com nossas explicações; ah como essas são poderosas e inovadoras!!!
A infância é algo precioso, raro; um diamante a ser lapidado. Afinal, inteligência emocional é a base da inteligência intelectual. ;)



terça-feira, 3 de setembro de 2013

6 Anos de Blog!

É com muita saudade que volto aqui e faço uma nova postagem!!!
Aproveito e dedico esse post aos meus 6 anos de blogueira, onde conheci tantas mães incríveis, diferentes, com histórias de novelas, nos aprofundamos nos momentos mais íntimos e delicados umas das outras, nos aproximamos mais  ou distanciamos de algumas, estivemos presentes mais do que alguns familiares, soubemos de segredos doloridos e escondidos no fundo do nosso baú pessoal. Fomos muitas vezes a própria família para algumas, já que a maioria escreve por estar longe dos seus queridos.

Hoje cito algumas nas minhas conversas com outras pessoas como se fossem amigas vizinhas de porta, quando na verdade estão a quilômetros de distância. Mas nos tornamos assim, amigas de coração.

Compartilhamos sentimentos de nosso maior tesouro; filhos. E o mais legal de tantos anos de blog é perceber como crescemos como mães e blogueiras.

Lembro de várias etapas.
Começou no fórum do e-family. "Mamães de junho08". Aí éramos puramente emoção. Aquele mundo cor de rosa e simples que fazíamos de o que é estar grávida. Seria tudo perfeito; nós teríamos parto normal, amamentaríamos por 6 meses exclusivos e depois até 2 anos, estaríamos sempre rindo e ninando perfeitamente o filhote. Estaríamos presentes em todos os momentos de descobertas deles, cantaríamos toda noite para eles dormirem.  As postagens nos blogs eram lindas, recheadas de pureza e trechos de revistas sobre o mês do bebê e coisas do tipo "Que parto é melhor?" "Oque fazer para ter muito leite?" E cada vez que uma se consultava no obstetra, corria para fazer um novo post, perguntando e tirando dúvidas; a gente se entendia melhor e se ajudava melhor.
Começou a fase dos partos. E a realidade se fez presente.

Partos difíceis, frustrações na hora H, falta de assistência, falta de família, falta de coragem, mas também o outro lado que servia como apoio moral "vai ficar tudo bem", com relatos de partos maravilhosos.
Amamentação, alimentação, emagrecimento, relação no casamento, depressão, dficuldade em educar...Foram tantos relatos lindos e emocionantes! Relatos verdadeiros que nos emocionavam muito! E o melhor: Eram relatos da vida real, sem ser retirado de revista. Era o nosso momento, era a nossa história sendo contada por nós mesmas. O mais bacana de ter feito parte desse momento virtual das mães foi esse apoio fantástico recíproco. E ai de quem dissesse "Mas nem é sua amiga, é uma blogueira". Era um insulto! Éramos sim, amigas!!!! Dividimos conversas que nem sempre falávamos com os mais próximos!
Foi de mãe para mãe, do novo para o novo, encaixando peças de um quebra-cabeça sem manual e cada um era único.

Por fim, descobrimos que somos o melhor que podemos ser. A mellhor mãe que nossos filhos poderiam ter. O nosso melhor estava feito e está sempre por vir. Aprendemos errando com nossos filhos, construindo uma vida que só a gente sabe escrever. Sem neuras, sem comparações. Sem loucuras de perfeição pois detrás de um blog perfeito sempre há alguém imperfeito e cheio de erros querendo consertá-los como qualquer outro.
E isso a gente descobriu bem: Não existe manual, não aditanta impor regras nem rotinas que não são nossas, cada vida é única, cada mãe é única e cada filho é um universo inteiro a ser descoberto e redescoberto.
Adoro isso aqui.
Um beijo caloroso dos 6 anos blogando!!!!!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sentimentos Avassaladores de Um Segundo Amor

Já faz um tempo que queria escrever sobre esses sentimentos incríveis, diferentes e maravilhosos que me preencheram durante os meses que Arthur chegou nos meus braços.

Durante minha segunda gravidez a sensação que tive era leve, foi tudo muito rápido e sem muita ansiedade. Não criei expectativas, não me encantei como foi com a primeira vez, cheguei até a chorar pensando se eu realmente amaria Arthur como Clara, pois era um sentimento estranho e calmo demais. Foi tudo diferente, até mesmo enjoos, sono, cansaço, choro, tristeza, risco de aborto no início, dores, tudo que não tive com Clara.

Mas como a gente só se torna mãe quando o bebê nasce, como a gente também nasce de novo na maternidade, aconteceu toda a mágica azul.
Foram dois domingos espetaculares em minha vida, o primeiro do dia 15 de junho de 2008, num dia de sol lindo que me trouxe Clara, e o outro numa noite agitada, tensa, dolorida e nervosa que me trouxe Arthur. Tudo mesmo diferente. Clara nasceu gritando horrores, um choro lindo e arrasador, me deram ela assim que saiu da barriga e ela parou de chorar no meu rosto, sentindo meu cheiro, foi perfeito! Não tive nenhum dor de pós parto, foi tudo realmente perfeito. Daí então, só desgrudei dela quando ela foi pra escola ano passado.
Arthur nasceu sem chorar, roxo e foi direto pra sala pediátrica. Ninguém me deu notícias dele enquanto eu chorava na sala de parto. Foi uma noite traumática. Mas no apartamento, quando eu vi entrar aquele bolinho branco de cabelos pretos com cara de homem velho ranzinza, vi o sorrisão do meu marido, minha sogra transpirando felicidade e minha linda filhota que era o amor em pessoa, meu mundo voltou ao normal, meus pés tocaram o chão. Quando me deram Arthur e olhei aqueles olhinhos novos brilhando pra mim, o amor floresceu, acordou e me sacudiu toda!!! Nasci de novo, de novo! Fui mãe novamente!!! O amor sorriu e disse "agora são dois amores incondicionais e eternos!" Foi a melhor sensação de novo em mnha vida, a felicidade chegou e disse "completei o time".
Meu time estava completo, minha vida se completou novamente. Aquele sentimento de medo de "vou amar igual?"foi por água abaixo, renasci pela segunda vez.




Mas com o passar das horas, outro sentimento novo me invadiu; uma culpa que doía o peito, me machucava e me fazia chorar. Como pode???
Toda vez que eu olhava pra Clara eu tinha vontade de chorar e de pegar ela no colo com uma culpa imensa, uma culpa que eu mesma criei inconscientemente. Era uma culpa por amar agora intensamente outro filho, como Clara se sentiria? Como poderia dividir meu tempo, meus carinhos, meus cuidados agora com outro? E ela?? Como ficaria??? E nossa cumplicidade tão intensa nesses 3 anos e meio??

Aqueles sentimentos esquisitos que só mãe tem mania de inventar. Era tudo criado por mim, pelos meus medos, minhas inseguranças pela novidade de um mundo novo, ela não tinha nada a ver com isso, pelo contrário, ela estava em êxtase com o irmão, beijava e queria cuidar toda hora. A primeira mamada foi ela e o pai que me ajudaram, foi ela que segurou Arthur antes de todo mundo, ela estava apaixonada por ele! E eu tinha feito ela ficar assim, eu pude deixá-la segura no lugar que sempre foi dela e agora eu estava me culpando? Eita fraqueza esquisita que dá...

Tentava de tudo para não demonstrar essa tristeza pra ela, até porque era só minha, ela estava ótima. Eu a queria por perto em todos os momentos, e ela esteve. Ela fez parte de tudo, das fraldas, dos banhos, dos sonos, das mamadas...Ela se sentia importante, sabia que ele veio só somar e nunca dividir. E aos poucos, essa segurança dela me curou, segurança que antes eu havia dado e agora estava tão fraca. Ela me ensinou que eu poderia confiar no meu amor, na minha maternidade.

E assim, nasci novamente, pela terceira vez, por causa dela. E eu me sinto incrível por ter dois amores tão intensos em minha vida, duas personalidades tao diferentes, tão cheia de novidades e fases opostas um do outro, por isso eles me completam, eles me renovam todos os dias, aprendo sempre!

Sem eles, sem essa louca montanha russa eu não seria a mesma, eu não teria um time. Eu nunca serei só, eu nunca serei única nem igual, eles simplesmente me renovam.



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

"Não Se Metam Com SEUS Filhos"

Um texto para nós refletirmos um pouco como hoje em dia estamos cada vez mais transformando nosso lar, nossa família em bolhas, e isso tem um ponto negativo, aliás, vários pontos negativos na construção da autoconfiança, no poder de discutir e construir suas próprias perspectivas e ideologias a respeito de tudo e todos dos nossos filhos. E isso nos remete aquele velho sentimento de que nosso filho é indefeso e que temos que proteger de tudo, inclusive de nossa própria proteção exagerada. Lembro de mim; hoje tenho na construção de meu caráter, um pouco de cada um de meus familiares.

Texto retirado do livro "Livro dos Pais; Linguagem - Construindo e Aprendendo - Editora Construir", Por Gustavo IAIES.

"Quando era diretor de escola, organizamos um curso de primeiros socorros com todos os professores. Hugo, o médico, reforçava-nos a ideia de que era muito importante que não perdêssemos a calma quando uma criança se machucasse: "Eles não tem ideia da gravidade do que aconteceu, eles percebem a partir de como nós, adultos, reagimos", disse ele.
Fiquei pensando nisto, nos adultos, e particularmente nos pais como modelos. Era divertido, na escola, reconhecer nos pais e nas mães, gestos, reações, modos de falar e pensar das crianças. "Filho de peixe",costumam dizer alguns pais, quando reconheciam em seus filhos essas pérolas que lhe resultavam familiares.
Agora, oque parece tão interessante nos processos de transmissão, pode tornar-se uma limitação no "império da intimidade". As famílias diminuíram de tamanho, os tios e avós não estão mais presentes como antes. Os vizinhos e comerciantes temem dizer coisas às  crianças perante aqueles pais que se tornaram os guardiões exclusivos dos ensinamentos de seus filhos. O mundo das referências também diminuiu para as crianças, não parece estranho escutar um pai dizendo a seus irmãos: "Olha só, meta-se com seus filhos, que dos meus cuido eu", quando opinam sobre as dificuldades ou características que veem em seus sobrinhos. Muitos preferem que ninguém se meta com seus filhos e acreditam que assim os estarão protegendo.
Protegendo suas crianças assim? É o melhor que podem fazer por elas? As vezes, é difícil contestar. Lembro-me de que quando criança, o padeiro do meu bairro me chamava a atenção: "Amarre o cordão do sapato, senão você vai cair"ou do meu vizinho que me aconselhava a não jogar bola debaixo do sol do verão. Era um mundo cheio de referências de adultos que se preocupavam comigo e creio que muitas dessas vozes seguem vivas dentro de mim.
Alguns poderão dizer que era outro mundo, e terão alguma razão. Mas eu lhes direi que todas as pessoas que vivem ao redor das crianças tem boas intenções quando lhes dizem algo ou se interessam por elas. E o risco deste mundo, no qual só escuto "minha mãe e meu pai" é empobrecer as experiências educativas e vitais dessas crianças.
 O grande desafio é aumentar a quantidade de "pontos"em que as crianças procurem referências, sem ter que trancafiá-las dentro de casa exclusivamente. Isto não significa que não cuidemos delas, significa que o fazemos sem "fechar janelas". Não parece interessante crescer em um mundo onde, com exceção de mamãe e papai, todos os outros são suspeitos. Inclusive as vezes, mamãe faz com que eu desconfie de que papai está dizendo a verdade e vice-versa.
É bom acreditar nos outros, pensar que estamos cercados de pessoas boas, ainda que as vezes, enganemo-nos. Será uma exceção, ficaremos angustiados, mas estaremos tão mais cheios de "vozes interiores" que o superaremos com maior facilidade.
Professoras ,vizinhos. tios, amigos, comerciantes conhecidos tem "vozes"que podem enriquecer o lindo relato que as crianças constroem de suas próprias vidas. O risco dos "muros de intimidade" é que os adultos nos protejam, mas não as crianças."


E sim...há mais de nós nos nossos filhos, do que imaginamos...incluindo os nossos mais internos defeitos, os quais fazemos questão de dizer "isso faz parte dele já, nao sei a quem puxou..."rs

Espero que tenham gostado!
Bjs, Ju!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Post Presente da Minha Amiga Secreta!!!

Eu adoro essas coisinhas de fim de ano!!! Amigo secreto é uma delícia quando fazemos com amigos que gostamos! E esse ano voltamos a fazer aqui no blog! Que delícia!!!!!


Eu gosto muuuuito da minha amiga secreta. Não a conheço muito bem, faz pouco tempo que começamos nossa amizade, mas ela é uma doçura em pessoa!!! Tem bastante opinião e muitas coisas em comum comigo. É uma mulher segura, uma mãe dedicada e feliz! Adora passear com os filhotes, cinema, festinha, brincadeiras em casa... Tem dois filhos lindos!!! Lindos mesmo!!! Já consegue perceber mais do que eu, a chegada da adolescencia, ou seja, temos muita coisa pra conversar ainda...rsrs Está vivendo um pé lá outro na infância ainda, tem coisa melhor do que desfrutar essas duas fases ao mesmo tempo??? Seus filhos são lindos, presentões de Deus, são tranquilos, educados e lhe respeitam e são méritos seus!!!!!! Pois educar e formar pessoas de bem não é pra qualquer um!!!


Está passando pela fase de muitas aqui, aquelas birras mais intensas com a filhota da (quase) mesma idade que a minha Clara. Ihhh....tô falando demais... rsrsrsrs Mas sei que os itens de paciência e diálogo você domina, fundamental nessas situações!!!!



hummmmm.... E agora??? Já tem que falar?????????????????

Sua filhota adora cachorro... é vaidosa ....
Tem o mesmo nome da minha....ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh, ta facil né?????????????
O filhão adora videogames...

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O blo ----->>>>>>>             http://paulaefilhos.blogspot.com.br/


 Paulinha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! És tu!!!!!!!!! Adorei vasculhar seu bloguinho, ver o antigo dos meninos, muito fofo!!!!!Gosto muito de você, que Deus continue iluminando seu caminho, seu lar, sua família linda! Que Ele encha de luz seus passos e te torne cada vez mais sábia para construir pessoas do bem! O mundo precisa de mães assim, que conversem com os filhos, que os entenda, que os acompanhe! Que seu natal seja iluminado e tranquilo, e seu fim de ano um espetáculo de transformações!!!!!!
Desejo tudo de lindo pra você e sua família!!!!! E um dia ainda vou conhecer vocês, assim como as outras amigas queridas que estão longe!!!
Beijão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Reality e Chatices Maternas - Passou do Ponto.

Meu blog vai ficar aberto essa semana por conta dos amigos secretos que estou participando. E aproveito para deixar aqui minhas considerações sobre assuntos sensacionalistas que estão assustando os blogs maternos. Parece que as pessoas estão bitoladas ao ativismo do contra e não do sensato.
Oque devemos fazer para viver bem e em paz? Qual o nosso dever diante das pessoas e seus costumes e regras? Qual a palavrinha que falta nos relacionamentos e é o causador das imperfeições do ser humano?
RESPEITO. Isso está em falta no mundo blogueiro materno, e é triste.

Era tão bom quando usávamos essas páginas de nossa vida, nosso tempo precioso aqui sentada para trocar experiências, informações, para ajudar mamães, gravidinhas...ou como no meu caso também, para dar notícias para família que morava longe! Ah tempos bons...
Quando blogar começou a virar moda entre as mães, começou também a ficar insuportável. A fama foi chegando de mansinho, o espetáculo de curtidas, de seguidores, de comentários, de visitas... aí o bicho pegou.
A maquiagem começou a ficar mais pesada e por conta de tantos seguidores, os posts ficaram muito corretos e perfeitos. Com isso, muitos blogs se acharam no direito de passar por cima de outros e as críticas   se tornaram irritantes e sem limites.

Aí a que amamentou por 3 anos se acha no direito de meter o dedo na cara da outra que não conseguiu por motivos pessoais. Ninguém mais se importa se a mãe que não amamentou, não teve ajuda, não teve condições emocionais para isso, não teve informações. Não. Ela APENAS NÃO CONSEGUIU.
A que pariu em casa cheia de pessoas ao redor, cheia de profissionais ao lado, com um longo processo de ajuda por 9 meses, se acha no direito de meter o dedão na cara de quem tem medo de sentir dor ou simplesmente não conseguiu um parto normal ou natural e toma grito, toma xingamento, "você quer moleza, você não quer sentir dor, você não aguenta, você isso, você aquilo."Violência obstétrica pode existir, mas violência materna acompanhada de bullying, não. Ela NÃO FOI FORTE O SUFICIENTE.
A que nunca dá comidas industrializadas e só orgânicas, porque ela pode, porque ela tem tempo e gente para ajudar a fazer todas as papas, a qualquer hora, mete a mão no peito da que não tem tempo disponível e ajuda para fazer tudo pelo seu filho, e também dinheiro, pois é, porque comidas naturais e orgânicas não são baratas, e a empurra excluindo e ignorando seu papel de mãe, ou seja, o seu direito de educar seu filho com suas regras, da sua melhor maneira possível.
A que tem babás, famílias, amigos por perto para  deixar seu filho e ter tempo para si, resolve também se revoltar em quem é sozinha e mete suas críticas de todos os tipos "você não tem mais vida, você esqueceu de você, você trabalha e deixa seu filho em creche, você isso, você aquilo.
ISSO TÁ ME IRRITANDO TANTO!!!!!
Não se pode mais dar presentes nas datas comemorativas, porque seu filho precisa aprender que presentes não são bons. ????
Estão deturpando os valores!!! Estão lançando os erros de educação para todos os lados menos para si mesmo!!! Se seu filho é mimado e adora o consumismo, adora ganhar tudo que vê pela frente, é porque VOCÊ não lhe dá limites!!! É porque VOCÊ simplesmente não quer dar não porque traumatiza!!! É porque um castigo de 5 minutos vai marcar os sentimentos dele pro resto da vida!!! Me poupe!!!! Criança precisa de brinquedos, criança gosta e precisa brincar, criança adora rasgar um papel de presente, sem que lá dentro precise ter algo caro, mas o prazer em ganhar, a magia que isso tem, só a infância nos permite!!! Não que isso tenha que fazer parte da vida dele incondicionalmente, mas isso é VOCÊ que também precisa informá-lo "mamãe vai dar agora, porque pode, mas quando não posso, não dá." Limite acompanha respeito! Se você consegue fazer com que seu filho receba um presente e saiba o quanto aquilo foi suado e difícil para ele ter, ele vai dar valor, mas se você banaliza o presente, o problema realmente é seu. E também  não digo que troque presente por passeio ou passeio por presente, junte os dois, ou oque você pode no momento, é VOCÊ quem tem que dar as regras.

A outra coisa chata que anda super comentado e é o auge do momento, é o tal Reality de Ana Maria Braga. Quando começou eu só esperei as flechas de novo para todas as direções menos pro próprio umbigo, de novo.
Vamos lá, eu te ajudo a abrir os olhos.
Algumas mães estão horrorizadas com a casa. É linda, cheia de brinquedos, toda adaptada para as crianças. As mães ficam brincando com seus filhos, competindo em recreações, tendo informações sobre alimentação saudável, existem propagandas comerciais lá dentro, o bebê escolhido será o bebê Hipoglós. É uma exposição absurda, dizem umas.
Tudo bem,sobre a amentação foi o fim da picada, o tal educador deveria ser criticado em rede nacional e deveria também pedir desculpas para todas as mães, incentivar o fim do aleitamento materno é até um crime!!!!!!!!! Ponto negativíssimo. Ok. Mas e aí? Quem nunca teve um parente, um amigo, um profisisonal que lhe incentivou também??? Quem nunca ouviu "dê água, dê suco, deixa ele chorar e voce vai tirando o peito aos poucos". Quem???? O fundamental é você. O ponto de partida e de volta é só você. Como você lida com isso? Você se deixa levar? Você aceita?
Quantos e quantos blogs hoje existem recheados de propagandas de produtos???? Quantos sorteios já foram realizados nos blogs para ganhar brindes e divulgar os produtos??? Quantas mães blogueiras já inscreveram seus filhos para serem "o mais lindo do dia de tal revista" ( mais uma divulgação do produto) ou para ganhar os produtos comerciais? MUITAS!!!!!!!!! Mutias e muitas utilizam o blog materno para fins comerciais e aí? É diferente desse programa??? Vamos olhar mais para nosso mundinho e ver que temos muuuuito em comum com oque criticamos lá fora, mas é difícil enxergar nosso defeitos, se é que podem ser considerados defeitos, afinal, o blog é pessoal, o respeito deve existir.
Qual é a mãe que não sonha em 100mil reais para investir no seu filho??? Qual é a mãe que não sonha em passar o dia inteiro coladinha com o filhote brincando, ensinando, trocando informações com outras mães ( como fazemos aqui) numa casa adequada pra ele, cheia de recreações???

Existe competição fora daquele programa também!!! Aqui mesmo na blogosfera é uma competição mais absurda que a outra, "meu filho come verdura, meu filho dorme a noite toda, meu filho isso meu filho aquilo...tive parto normal, amamentei por 3 anos etc e etc"e assim a tensão sob a mãe que permite isso, é a mesma lá.  Cada mãe é que deve ter o discernimento em aplicar suas próprias regras. A gente tá reclamando de tudo, criticando demais e esquecendo que na nossa vida, ao nosso redor, tá cheio desses pontos negativos, oque devemos nos preocupar é se seguimos ou não e se estamos respeitando o espaço do outro ou não, se estamos ajudando ou não.
Você apontar o dedo na cara de uma mãe e dizer"VOCÊ TEM QUE PARIR EM CASA!" é uma violência pra mim!! Fazer campanhas, incentivar, ajudar na gestação a mãe ter um parto tranquilo é uma coisa, mas exigir que ela tenha o parto que você considera melhor é ridículo!!!!! Isso não é ajuda, isso é imposição, é tirar a liberdade da mulher, e isso está ultrapassado, ou o dia 8 de março não existe mais???  Passou do ponto, passou do limite, perderam a razão na minha opinião.
REPITO SEMPRE, RESPEITO é TUDO.
E é esse nosso propósito de ser mãe: EDUCAR e ensinar aos nossos filhos a RESPEITAR o proximo, independente de seus caminhos, de suas opiniões. Ajudar o outro, respeitando seu ponto de vista e não condicionando uma ajuda a um único caminho a seguir. Ao nos preocuparmos com essas picuinhas esquecemos que somos imperfeitas e com nossos erros, eles também aprenderão.
Vamos deixar de ser bitoladas e ter nossa opinião exposta sem medo!!!!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"A Culpa é Toda Sua"

Antes mesmo de pensar em ter filhos, ouvia todo mundo falar que as mães são responsáveis por todos os comportamentos e pelo caráter do seu filho. O engraçado é que a maioria que dizia e ainda diz isso, não tem nenhum.
Depois do meu segundo filho é que percebo como crianças são diferentes e como nós não mandamos nos seus instintos. Estes que vem desde muito antes do nascimento, personalidade é algo formado, caráter a gente ajuda a formar, mostra caminhos para serem seguidos com dignidade e respeito. Além do que é exatamente isso que falta nas pessoas "respeito", vem de berço, vem da educação de família.
Pois bem, eu achava que tudo de errado de Clara era culpa minha. Cólicas, choro demais, apego, dificuldade em dormir, não gostar de comidas etc.
Quando meu pequeno rei nasceu, além de eu já estar mais madura em cuidar de um novo filho, percebi como eles são diferentes. Arthur com quase 10 meses já se intimida com a palavra "não!" e para oque está fazendo e fica olhando pra mim, com Clara esse "não"era quase um diálogo constante diariamente, ela gostava de ver meus limites, de testar os dela, de ver até onde ela poderia ir quando eu cansasse. Foi uma fase de loucura minha, ela responde quando se sente ameaçada, mas não responde maldade nem atrevidamente, mas responde questionando, sem muito medo, responde com perguntas, "porque nao? Porque isso? porque você não?"etc. Por um lado é bom, ela vai aprendendo a não aceitar tudo, dificilmente será enganada, ela é muito esperta. Mas cansa pra mãe né? rsrs
Amamentação dos dois foi dois extremos, pós-parto também, assim como gravidez. TUDO foi difeferente.
 Algo que sempre falo pra uma futura mamãe; "seu filho não é igual aos de revistas", ou seja, tudo pode acontecer, nenhum bebê é igual ao outro, a única regra que vale é SEJA PACIENTE que no fim tudo vai dar certo.


"O bebê tá com cólica, a culpa é do que você comeu; ele não dorme porque você não sabe fazê-lo dormir; ele é apegado a você porque você coloca manha etc e etc."
Tudo a culpa é nossa. Não mesmo!!!! As pessoas esquecem que eles são bebês mas possuem sentimentos, medos, vontades e preferências de acordo com a sua capacidade de percepção do mundo! Não são robôzinhos!
Ahhh..o lance da cólica, eu faço sempre questão de falar que eles terão essas malditas até o terceiro mês e a culpa não é da mãe. Não tem como fugir. Uns sentem mais, outros menos, uns são mais sensíveis outros não.
A única culpa, que é só metade ainda assim, é na hora do sono, aí eu vi que o erro foi em parte meu com Clara. Sempre ninei, sempre a fiz dormir no colo, no balanço. Péssima, péssima ideia!! É lindo, é maravilhoso, é gostoso e é mais fácil, mas na hora de colocar no berço...lá vem o olhão e o choro! E isso só acaba aos 3 anos de idade...kkkkkk E aí quem pagou "o pato"foi ARthur, nunca dormiu no colo, desde a maternidade vivia no berço, tanto que demorou a sentar, mas em compensação, dorme maravilhosamente bem e adormece sozinho, tem uma rotina melhor. Mas disse em parte foi culpa minha. Porque Arthur tem um temperamento melhor, ele aceita melhor as regras. Com Clara teria sido mais difícil mesmo sem o balanço.  Viu? A culpa não é nossa.
Xêro!!!!

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

"Quem Quiser Brincar, Bote o Dedo Aqui, Que Já Vai Fechar!!!!"



Até o fim da semana, fecharei o blog só para convidados, aqueles que nos acompanham porque adoram nossos dramas, nossas piadas, nossas conversas, nossas risadas, enfim, para os amigos!!!!
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Beijaoooooooooooooooo